Desde pequeno, com o futebol que ensinou o valor da disputa, passando pelos carrinhos de lomba rua abaixo no meio do trânsito (o que colocou a adrenalina na equação) até as motos de circuito e de terra onde sempre havia um adversário a derrotar (ou ser derrotado...).
A pista brilha com a quantidade de VHT
A pista brilha com a quantidade de VHTNão me lembro de um fim de semana - e foram muitos - em que fôssemos para pista sem a intenção de vencer. Claro, nem sempre dá certo. Mas sempre existe a próxima corrida.
Quando meus filhos se interessaram pela arrancada , fui de carona. Não tinha ligação com esta parte do esporte, e como muitos, achava questionável seu valor. Mas se estava motivando meus filhos a perder o interese pelos rachas de rua, já estava de bom tamanho.
Com os fins de semana de corrida se sucedendo, fui aprendendo a gostar deste esporte. Mudei minha visão. Mais que isso, comecei a compreender sua simplicidade e pureza. E, melhor que tudo, comecei a me divertir muito com a competição verdadeira que foi surgindo entre as oficinas, preparadores e todas as tribos que iam correr para - no final - defender suas ideias.
Sem perceber, estávamos todos lá, um bando de amadores envolvidos em uma bela disputa totalmente fora das regras tradionais, que achávamos muito curiosas porque impediam a evolução e colocavam em uma fôrma justamente pessoas que têm como característica principal a independência, e não conformismo. E não estávamos sozinhos: de todo lado surgiam pessoas dispostas a ignorar as regras e colocar seus carros na pista contra este grupo novo que estava surgindo ali.
E, final de semana após final de semana, os amadores iam levando vantagem...
Como sempre acontece com as pessoas de pouca visão, a choradeira começou. "Estão humilhando nossos carros" dizia um. "Aquele MUSTANG não pode correr (em referência ao ECLIPSE - produto da fábrica Mitsubishi, aquela das tvs...) e tantas outras coisas que sabemos que nem vale a pena mencionar. Ir à luta para melhorar o nível, nem pensar!
O tempo passou. A "turma " do sambódromo cresceu, se organizou. Criou uma competição organizada onde cada um pode dar o seu melhor e está se aperfeiçoando a cada dia. Não tem os carros mais rápidos do Brasil, mas tem buscado ir sempre além, e está usando o modelo mais avançado da arrancada do mundo atual.
Isso está acontecendo pelo nosso esforço e pela compreensão do Velopark, que está acreditando nesta forma de ver o esporte. Como o Velopark, nossos pilotos querem o público, querem a disputa, anseiam pela inovação.
Na contramão da história, os mesmos. O grupo que desde o sambódromo não queria mudar nada, agora quer a pista sem o VHT, porque "traciona demais"!
E na outra ponta da corda, nós os AMADORES MAIS PROFISSIONAIS DO BRASIL querendo o Pró Tree...
Se isso é um jogo que decide o futuro, em quem você vai botar suas fichas?
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