
Faz quase uma semana desde o 2º SRD e só agora resolvi comentar. Não houve falta de tempo para escrever, não houve falta de fotos e não faltou assunto. Julguei apenas que havia necessidade de reflexão.
Nesta segunda edição do SRD houve, de fato, esforço dos organizadores para aperfeiçoar pontos que não estavam bem claros no primeiro evento. Acabaram as desclassificações que puniam quem melhorava seu tempo. Agora, tempos mais baixos que os registrados nos treinos são "promovidos" a um nível de tempo mais rápido já na fase classificatória. Medida tão simples quanto revolucionária.
Foi realizado tambem o TOP 16 em uma prova aberta e no interior do estado. Apenas estas duas novidades já seriam definitivas para entender o valor histórico do evento.

Nesta segunda edição do SRD houve, de fato, esforço dos organizadores para aperfeiçoar pontos que não estavam bem claros no primeiro evento. Acabaram as desclassificações que puniam quem melhorava seu tempo. Agora, tempos mais baixos que os registrados nos treinos são "promovidos" a um nível de tempo mais rápido já na fase classificatória. Medida tão simples quanto revolucionária.
Foi realizado tambem o TOP 16 em uma prova aberta e no interior do estado. Apenas estas duas novidades já seriam definitivas para entender o valor histórico do evento.
Mas houve mais. Pela primeira vez uma prova de arrancada teve um campeão geral, o que venceu tudo e não uma categoria ou índice de tempo ( veja cobertura em Arrancada Outlaw). E isso é fundamental para que o público comece a entender este esporte com a clareza que existe em um racha de rua. Não estou exagerando: basta ir em qualquer "postinho" de uma cidade de qualquer porte, perguntar, e logo alguém saberá apontar o carro forte da região.
É bobagem negar, esta cultura existe, é tão antiga quanto o automóvel e só precisa ser direcionada para o lugar certo, que é a pista em um evento organizado.

Até o critério de premiação - tudo para o vencedor - é um sinal evidente de evolução. Esta foi uma decisão corajosa dos organizadores em favor do espetáculo. Pilotos, competidores em geral estão acostumados a ganhar prêmios em sorteios e outros sistemas exóticos nos dias de corrida.
A verdade a ser compreendida é que quem vence é o dono do espetáculo, tem de ser reconhecido por isso, e a forma mais cristalina para que isso aconteça é o prêmio real.
Corrida não é espetáculo beneficiente e nem quermesse, e o que manda é a vitória. A frase é uma velha conhecida: "o dono do segundo lugar, é o primeiro perdedor", e na arrancada, onde dois se enfrentam a cada vez, seu seu sentido é afiado como navalha.
Começo a somar anos na estrada da arrancada e as coisas que vi acontecendo em Guaporé neste domingo de calor , são motivos mais que suficientes para validar o SRD. Positivo e civilizado foram as reservas de box, que tinham nome e mensagem de boas vindas afixada na porta. Agenda positiva é procurar ouvir as pessoas para atender suas necessidades.
Na vida nem tudo é felicidade, e a perfeição não existe. No primeiro SRD se inscreveram 82 carros. Pela aceitação geral, movimentação e disposição em participar tudo indicava que a 2ª edição superaria a marca respeitável dos 100 carros. Não foi dessa vez, e 74 estavam lá competindo. Tecnicamente, pouco mudou. Mas as expectativas eram maiores.
Uma breve análise feita ali mesmo no autódromo, no final do dia, levou às seguintes considerações: fim de mês com consequente queda no salário disponível, o tempo instável ao longo da semana fez muitos duvidarem que a prova saisse, e ainda um calor totalmente fora de parâmetro, podem ter levado à redução do público. Estes fatores podem ter se somado a outros ainda desconhecidos. Durante esta semana conversei com pessoas do interior e questionei por que elas não foram. Muitos disseram que confundiram a data. Isso indica que talvez possa ter havido algum problema na divulgação, algo que ainda precise ser compreendido.
Volto a afirmar: olhando tudo, o saldo foi positivo. Tem a marca da evolução e, se foi perdido algo com o público menor, teve um avanço técnico inegável com a queda do tempo médio dos competidores da primeira para a segunda edição. Existe um consenso internacional entre os grandes organizadores mundiais de provas de arrancada (Drag Race) que, para um evento se tornar um sucesso, ele tem de agradar, pela ordem: o público, os pilotos e as equipes. Em nosso meio, essa equação é mais simples, pois equipes profissionais ainda não existem. E os pilotos ou competidores participantes ficaram satisfeitos e deixaram claro que estão dispostos a fazer parte da festa se o espírito se mantiver.
Então, a chave do sucesso, agora é a conquista do público.
Existem deficiências em Guaporé? É claro, é um autódromo, não uma pista de arrancada profissional. Porém, as deficiências afetam a todos. E tem também qualidades, que são igualmente para todos. É longe? Sim, mas a distância é compensada pelo bom atendimento e interesse dos organizadores, a beleza da região e a possibilidade de reequilibrar a disputa, pois os carros se comportam diferente lá.
Deixo público aqui os parabéns e o agradecimento a todos que encararam a viagem, subiram a serra, enfrentaram o calor e fizeram história. Um reconhecimento especial para todos da AD, que com sua coragem dentro da pista - não fogem de adversário algum - e leadade nos boxes ajudaram a elevar o nivel do evento.
Não esquecerei dos patrocinadores, como o Marco da Full Turbos, o Felipe da Imohr, o Gustavo e a Renata representando a Fuel Tech e o Jorge da Power Bass, que com sua marcas, presenças e real apoio (prêmios), agregaram valor ao SRD.
Esta de parabéns também o Diego Metanol, que teve o atrevimento de botar para funcionar o primeiro evento Outlaw brasileiro.
E, como sempre, estávamos TODOS lá.


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