domingo, 6 de dezembro de 2009

Uma final de verdade


O Campeonato da AD chega a sua terceira final. Nas edições anteriores a disputa foi apertada, mas desta vez pode ser chamada de milimétrica. Os favoritos, pela ordem matemática, são Rafael Andreis, Sergio Fontes e Rafael Grillo.

Um Eclipse, um Gol e um Astra. Um 4x4 e dois tração dianteira. Dois multiválvulas e um AP com comando simples, mas anos de conhecimento. Dois com M/Ts e o 4x4 com pneus Khumo radiais com D.O.T. mas com grip de pneu de competição. Nenhum tem peso equivalente e os três têm preparação de escolas diferentes, o que não os impediu de , cada um a sua maneira, terem feito um grande campeonato.


O Eclipse, além da tração integral, vem armado de uma Bulls Eye importada e todo o arsenal da FT. Conta com alívio de peso, mas não pode ser considerado um carro leve. Rafael Andreis, ao longo da temporada, aprendeu a tirar o melhor do carro, especialmente na marca dos 60 pés e nos primeiros 100 e 201m. Fabio Andreis, que cuida da parte mecânica, já promete a várias corridas que o carro vai andar bem lá em "cima" - 300 a 402 - e finalmente chegar aos 10s. Marca em que os irmãos já colocaram um Eclipse em 2007 com configuração parecida e menos equipamentos.

Sergio Fontes trabalhou bastante e evoluiu seu Gol ao longo de 2009. Mineiro, trabalhou em silêncio e talvez por isso muitos não acreditassem nele como um finalista no meio da temporada. Isso, está provado , foi um engano e mesmo tendo tempos um pouco inferiores ao Astra e Eclipse no Velopark, significa muito pouco nesta decisão. Uma largada na "veia" e Sergio pode mudar toda a história a seu favor, como demonstrou claramente em Guaporé. Até a bolsa de apostas para a final já começa a refletir esta expectativa.

O Gol está calçado com M/Ts e pode ser considerado um representante dos métodos tradicionais, com chumbo na dianteira e pouco alivio de peso. O que tira a vantagem natural do Gol, que é ser um carro leve. Mas isto, de forma alguma, o coloca como o under dog na disputa.


Rafael Grillo e o Astra 888 tem de desvendar a chave da equação do tempo baixo nos primeiros 201m. Potência não falta. É o dono dos 201m finais - 300 a 402 - mas sabe que não é o suficiente para vencer. Dos três é o que tem a mecânica mais confiável e mostrou isso durante a temporada. O motor não quebra e tem comprovado sua robustez a cada manutenção periódica. Utiliza bielas billet da Susin Franciscutti (Caxias) e pistões IASA argentinos, que podem suportar muito mais nitro do que está usando. Mas, neste momento, o caminho não é por ai.

Como os outros dois, não pode ser considerado under dog. Uma largada correta também pode definir o campeonato a seu favor.

Por tudo o que foi descrito acima, dá para sentir que é uma disputa aberta. Os oponentes apresentam certa igualdade na diversidade.

Pode se iludir muito quem for a pista com a certeza da vitória. Desta vez, a realidade passa muito longe disso. E, se todo o exposto ainda não é suficiente, para esquentar a decisão temos ainda os wild cars. Não podem vencer o campeonato, mas têm o poder de embaralhar todas as cartas.


O primeiro é Alan Pasa e seu Dodge Dart da Box 1. Nas últimas provas do Velopark tem sido constante na casa dos 11 baixos. Sólido, sem quebras em seis passadas direto. Pode vencer e roubar a bonificação da 11s dos competidores do título. E isso os obrigaria a buscar os 10s. Todos por aqui já aprenderam que o problema não é chegar aos 10s. O verdadeiro problema é chegar e sobreviver. A pior situação possível e que equivale a perder o ano, é uma quebra. Arriscar-se neste terreno é a última opção.

O segundo wild card é Deme Coradi e o "Corsinha do Velopark". Foi quem esteve mais perto dos 10s durante o ano e vem para o Open para vencer o Top 16. Não esperem nenhuma moleza dele.


O terceiro é Fabio Benassi. Começa a ter os resultados esperados com o desenvolvimento de seu carro. Deve entrar nos 11 no Velopark. Mas ele já sonha com os 10s nesta etapa. Velho amigo de Sergio Fontes, diz que vai fazer o possível para ajudar. Será? A adrenalina não vai falar mais alto?


O quarto é Jean Peluso. Não dá para ter certeza se o Maverick dourado turbo ficará pronto, mas se ficar, tem tempos baixos quando acerta a mão. Mais um para complicar.


Finalmente, o quinto wild car, o Fiat One 4 Seven. Há dois meses atrás , quem se atreveria a dizer que ele poderia influir diretamente nesta briga? A situação mudou, e agora o Fiat é um pesadelo real para muita gente. Para esta última prova, promete fazer o nitro funcionar e incomodar (os outros)... Sinceramente, não dá pra saber o que esperar. Mas em uma escala de 1 a 10 para potencial de confusão, eu daria 7 sem medo de ser feliz!

É possível e até provável que o Custódio e o Gustavo declarem apoio a algum competidor. Na hora da verdade, eles vão tentar ganhar de todos que conseguirem.

Dá para ficar melhor que isso?

Sim. É só pôr o bracket no final. Em vez de um melancólico fim de temporada de 2009 no Velopark, teremos um verdadeiro happy end.

2 comentários:

Custódio Cesar Castro de Almeida – CCCA disse...

Esse texto está perfeito. Devia estar na capa do site.

Marco Queiroz disse...

Pô Custódio, mas ele esta na face do 402!

Isso tudo é parte do mesmo trabalho de divulgação e busca contribuir no entendimento do trabalho que todos estão fazendo.

E, vai funcionar o nitro de 100cv ou não?

Se tu quer saber, é o que esta me deixando mais curioso...

Esse sim seria um final de temporada pra derreter!