
Vídeo que mostra o único sport compact de sucesso na ADRL entrando nos 3s em1/8 de milha com direito a prêmio em dinheiro da Mickey Tompson.
Video de promoção da temporada 2010 da liga PROFISSIONAL ADRL.
Existe no Brasil uma aparente dificuldade de compreensão sobre o que é esporte profissional e o que é amador. Não deveria ser assim, dada a familiaridade que temos com o futebol onde qualquer torcedor sabe dizer o que é um jogo profissional e qual é amador. Especialmente na arrancada há uma névoa que dificulta muito entender o que é o que e onde está a separação - quando muda de diversão para profissão, se é que isso acontece.
Certo é que do ponto de vista dos mecânicos e das empresas que fabricam equipamentos, correr é uma questão profissional. Mas para um piloto que paga todas as suas despesas e não tem nenhuma dependência do que ganha com seus resultados nas pistas, a relação é puramente amadora, por mais "profissional" e eficiente que seja seu esquema.
Sendo assim, talvez a única maneira de fazermos essa diferenciação seja o tipo de equipamento (carros) e de desempenho obtido nas pistas. Nos EUA, Austrália, Arábia e em alguns países da Europa(Inglaterra, Alemanhã, Suécia) a diferenciação se dá pelo nível apresentado na pista. Este nível fica claro através das premiações em dinheiro e nas características de um evento. Por exemplo: se tem transmissão direta por emissora de tv, o que permite que os pilotos busquem patrocínio vendendo seu tempo de exposição para os interessados. Tambem é um critério o volume de cobertura da mídia especializada e da generalista (telejornais por exemplo), o que evidentemente valoriza o esporte.
Vídeo de parte da abertura da temporada da NSCRA, liga que está reunindo novamente o movimento Sport Compact e dando um formato profissional.
Aqui no RS ( sul do Brasil), a inauguração do Velopark, com sua pista de arrancada de nível internacional expôs com muita clareza toda esta fragilidade. A pista está muito acima do que o esporte tem a oferecer. Também é certo que a simples existência da pista fará o esporte evoluir.
Quando a pista estava a poucos dias de sua conclusão, no agora distante 2008, uma das coisas que mais chamou a atenção foi que devido ao seu tamanho, carros que virassem tempos superiores a 11s teriam pouco (ou nenhum) atrativo para o público, porque a sensação de velocidade para quem assiste é pequena. A pista abriu e isto efetivamente ocorreu. Além do fato bizarro de que não havia competição direta entre os pilotos na pista. Era uma simples disputa contra o relógio.
Usa x Porto Rico - Transição para semi profissional.
A questão fundamental é que a esmagadora maioria dos carros que competem arrancada no Brasil estão em categorias "pseudo" profissionais do tipo "standard, standard light, DO, TO", que não têm o poder de trazer público à pista, pois são carros que mesmo em muitos casos tendo altos custos de preparação, não alcançam o mesmo em resultado na pista e andam dentro dos 12s altos (os melhores) e entre 13 e 14s a maioria. É importante deixar muito claro aqui, que onde há um mínimo desenvolvimento na arrancada, este tipo de competição seria enquadrada como "sportsman"- amadoras- e extremamente fracas.
NHRA Unleash - novo show da NHRA, semelhante a Pinks All Out.
Vamos ter de caminhar muito. Acredito que a primeira coisa que deveria acontecer seria o desenvolvimento de parâmetros claros para determinar quem é amador e quem não é, ou melhor, onde efetivamente se dá a transição. É preciso criar mecanismos de suporte e apoio às bases, aos iniciantes, dar facilidade de acesso as pistas e às competições. Para que mais interessados em fazer uma carreira na arrancada se aproximem e, com o tempo, o filtro "natural" permita a ascensão dos melhores.
NHRA Profissional - "big dog"...
O outro ponto delicado desta equação é a liberdade de organização para competir. No nível amador, guardando as devidas normas de segurança, toda a forma de competição deveria ser estimulada e o acesso às pistas o mais facilitado possível. A arrancada, e especialmente os grandes complexos que estão se formando como Velopark e Spidi (São Paulo) vão pagar um preço alto ao longo dos anos enquanto não houver a formação de novos talentos nas pistas pequenas. Ficaremos estagnados no ponto atual, onde sempre temos mais do mesmo e o mesmo é insuficiente.
Race Wars - prova amadora.
No mundo inteiro, o esporte Drag Race - entre nós Arrancada - caminha a passos largos para ser o maior esporte motorizado em nível mundial. A disciplina mais praticada, com o maior número de carros e pilotos. É simples de entender. É um esporte acessível para os iniciantes. Mas entre nós esta sua característica fundamental, a acessibilidade, tem sido negligenciada.
Porto Rico invade E-Town. Fusão de culturas e transição.
Prova da Pacific Street Car Association que tem intenso trabalho de promoção, mesmo sendo no final do ano.

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