O QUE FUNCIONA
Eo que não funciona...
Na última sexta e sabado vi 22horas de transmissão ao vivo do "big"show da ADRL, em streaming de ótima qualidade da America One, liberado pela propria ADRL. Para mim, que estava a muitas milhas de distância do Kansas, mais especificamente da pista de Topeka, foi um aprendizado e uma revelação. Já havia visto partes de provas da ADRL ao vivo antes, mas nunca com tal qualidade de cobertura e nem de transmissão. Também já vi muitos vídeos, mas estes não mostram o evento em si, senão alguns detalhes de passadas, que por mais legais que sejam, não descrevem como se forma um bom (ou mau ) evento.
Iniciando na tarde de sexta, não deixou de ser interessante o profissionalismo com que as situações são tratadas. Mesmo com as arquibancadas vazias na tarde de sexta, o apresentador Sênior da ADRL , Brett Kepner ( considerado o melhor dos EUA) iniciou o evento rigorosamente na hora marcada, com a prece do pastor , a apresentação das bandeiras do autódromo, estado do Kansas e dos EUA e, finalmente com o hino , numa bela performance "a capela" de um membro do corpo policial. Repito, tudo para um autódromo literalmente vazio, mesmo com o tempo perfeito e a política da liga de acesso gratuíto para quem
se inscreve via internet e imprime o próprio ingresso.
Conforme a tarde se transformou em noite, o público começou a aparecer, mas nada exepcional como ocorria em 2009, quando a ADRL bateu todos os recordes no mundo da arrancada. Quem conhece a arrancada americana, diz que muito disso tem a ver com a crise econômica e o encolhimento da classe média. Nada que nos brasileiros não estejamos acostumados em nosso dia a dia. La é uma situação descrita com contornos dramáticos, como no caso de um fabricante de chassi e componentes para arrancada , que de mais de 200 funcionários em 2009, hoje sobrevive com apenas 12.
Na pista carros exepcionais batalhando para garantir a classificação para o sábado, onde restaria apenas uma única última tentativa antes de se iniciarem as eliminatórias. Notavel o encolhimento da antes ultra competitiva Xtreme Ten five, que em Topeka só teve 10 carros, contra quase 30 em anos anteriores. Novamente, os analistas creditam isso ao fato de que agora os pneus 10.5 pol são na verdade 11.2 pol e que os custos para um carro competitivo beiram a 500 mil dólares. Foi demais para a maioria, mesmo na ADRL. Em compensação, na Xtreme Nitrous e na Pró Xtreme, os campos de 16 carros fizeram uma classificação disputadíssima. Na Xtreme Pró Stock, boas disputas, mas a igualdade dos carros tira um pouco da surpresa e do interesse na série. No final da noite, uma passada do carro a jato e um encerramento melancólico.
No sábado, lindo dia de sol e as coisas já são mais movimentadas. Cerimonia da bandeira, hino executado por uma cantora profissional, desfile de soldados da Guarda Nacional e a cobertura com entrevistas, e apresentação para o público dos Top 5 de cada categoria que estarão nas eliminatórias finais. Twitter e Facebook, alem da página oficial da ADRL, com as notícias de quem se classificou ou não , e as implicações dos fatos para a classificação do campeonato. Conforme a tarde avança , as arquibancadas vão sendo preenchidas e pelo menos um lado da pista ( que esta a sombra ), lota.
A partir dai o show tem altos e baixos. O formato é fazer uma rodada de eliminatórias de cada categoria intercalada. Isso não tem nada de novo e é o mesmo que ocorre nos campeonatos tradicionais aqui no Brasil. Enquanto uma das categorias fortes compete na pista, o espetáculo flui. Os americanos tem bom domínio da organização e os carros vão puxando rapidamente, dupla após dupla, com a apresentação de"instant replays" pelos telões e no streaming. Sempre ha o que ver. Porem, quando acaba uma categoria e entra outra ha uma parada que quebra totalmente o andamento. Além disso, categorias como dragsters junior e sportsman(experimental) correm em sistema de bracket e da para ver o público abandonando a arquibancada.. Em determinado momento, quando um competidor da sportsman venceu uma prova do bracket, mesmo passando atras ( por acertar o tempo ) , Kepner - um reconhecido apaixonado pela arrancada - não se conteve e largou um significativo "who cares" sobre quem venceu.
Como estamos acostumados a ver em Tarumã, a uma hora onde o público atinge seu pico e a partir dai começa declinar. Não deixa de ser uma lástima que algumas das puxadas mais sensacionais e disputadas da noite já não tinham a arquibancada lotada para desfrutar algo que o locutor chamava de "what a realy true drag race"... Explico: as paradas para troca de categorias e limpeza de pista iam quebrando a atenção e o interesse. Em tempos de crise, esta já deveria ter sido uma lição aprendida com os resultados obtidos por PINK'S All OUT, que justamente quando o espetáculo cresce, tem um sistema que não para até o final, mantendo o público na arquibancada , o que é uma das razões de seu sucesso.
Como estava vendo o streaming no computador, passei a compartilhar a torcida com vários amigos e com o passar do tempo, todos também on line , apesar de estarem gostando das corridas, manifestaram o desânimo com a espera entre cada susbstituição de categorias. Esse é um ponto que realmente merece muita atenção se esperamos que drag race seja de fato um espetáculo que possa ter um lugar junto ao grande público. Ao final, novamente da para ver que, mesmo com a enorme diferença de recursos que nos separam, existem muitas coisas que nos igualam . E, lamentavelmente, não são as boas.
Não é sem motivo que em 2011 as ligas menores e provas independentes estão tendo um bom crescimento , a ponto de muitos por lá já dizerem - se vai acontecer assim , só o futuro comprovara - que a influência das grandes ligas sera cada vez menor. O futuro aponta para o fortalecimento das provas regionais, das provas mais baratas, mais perto de onde estão os carros e de um desenvolvimento cada vez maior dos "guerreiros de final de semana" em oposição aos profissionais das grandes ligas. O que não significa carros mais lentos e disputas fracas, muito ao contrário.
O verdadeiro significado disso é que mais que nunca, promotores de prova , donos de pista e até mesmo competidores terão de cuidar muito da viabilidade econômica e do interesse que sua atividade provoca. Sob pena de que se assim não for, não poderão sobreviver. É certo que os administradores de pista e organizadores de prova hoje já tem uma compreensão mais clara de como isto ocorre e da necessidade de formar um público para o espetáculo. Porém , é preciso que os pilotos e participantes também tenham uma consciência clara da situação para que possamos evoluir a qualidade das provas e não simplesmente acreditar que a melhoria da qualidade das instalações físicas resolve quase tudo. É certo que um grande espetáculo, de uma forma ou de outra , possibilitara em algum momento as melhores instalações. Já o contrário, grandes instalações, não tem o poder de fazer um bom espetáculo.
Vou transcrever aqui as palavras de Jeff Burke, editor da revista DRO, que criou uma bem sucedida liga de arrancada e a pedido dos pilotos, abriga agora uma divisão Pro Mod:
A Revista Drag Racing on Line esta desenvolvendo uma nova série para Pro Mod no meio oeste em 2011. O promotor de corridas Chris Schneider de Kansas City e de Holly Springs (Mississipi) tomou para si a responsabilidade de encontrar um patrocinador para colocar dinheiro na série e trouxe Chris Duncan ( Chris Duncan Racing Cars ) . Além disso, Schneider convenceu os administradores de pista a colocar uma bolsa ($$$$) para os participantes e também conseguiu abolir as taxas de inscrição.
No final de semana passado, a segunda corrida programada pela serie, aconteceu em Córdova Dragway Park. Apenas 5 carros pró-mod apareceram. Muitos pilotos que poderiam ter competido em Cordova por uma bolsa de 3000US para o vencedor e 250US por vitória nas eliminatórias sem pagar nada de inscrição, preferiram ir para uma prova de divisão da NHRA na Rota 66 Dragway, pagando mais de 300US de inscrição e não tendo premiação alguma por vitória.
Os pilotos falam o tempo todo nos altos custos de correr, do fato de não obter publicidade e atenção, acusam o tempo todo a administração da NHRA, mas quando tem uma oportunidade de apoiar alguem que os esta apoiando - nem que seja para fazer uma "declaração para NHRA" - eles preferem engolir seu orgulho, pegar sua carteira e correm com a NHRA. Eu realmente não entendo. Simplesmente não entendo.
Jeff Burk - Administrador da liga e Editor da DRO
Qualquer semelhança com o que ocorre aqui não é mera concidência.
SoCal Mut-N-Chop CB750
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La moto di partenza era già un cafe racer su base CB 750 , comprata su Ebay
, non era cosi malvagia tanto da richiedere un lavoro del genere m...
1 hora atrás

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