A tradicional revista americana, Drag Illustrated, na sua edição ON LINE de julho traz como matéria de capa o assunto " Os 10 melhores locais para se correr arrancada nos EUA", que não são as "Big Leagues" - NHRA, ADRL e IHRA. Abaixo da foto de capa da revista, vou colocar a abertura da matéria, que poderia muito bem se encaixar na situação que vivemos hoje no Brasil.
A maior emoção da atualidade nas provas de arrancada são as associações como a Pacific Street Car Association, a Extreme Outlaw Pro Mods ( baseada na Carolina , que incluem em suas fileiras nomes legendários do esporte), os"Street Legal Cars" da Nacional Muscle Car Association e a nascente estrela, a Texas Pro Mod Association. E aqui esta o guia definitivo para os vários locais das provas que não são da NHRA, da ADRL ou IHRA, mas são os que estão ditando as regras nas provas de drag racing na atualidade. Nelas voce podera ver os "guerreiros de fim de semana" como Mike Maggio e lendas históricas como Charles Carpenter, em pacotes que entregam muita ação aos fãs e participantes. 2011 sera lembrado como o ano em que as series regionais e as provas de "shootout"(confronto, desafio) dominaram o cenário nacional.
Todos os tipos de pessoas podem competir na arrancada e os registros no "barometro do sucesso" não exigem necessáriamente dos participantes aparições semanais na ESPN2, atendimento a eventos nacionais ou ter um carro que queime nitrometano. É obvio que apenas alguns poucos pilotos são capazes de tirar de seu carro tudo que pode dar - tanto no 1/8, no 1/4 de milha ou nos 1000 pés, mas isso também não é um pré requisito para ter um fim de semana de "missão cumprida". Pilotos e proprietários de equipe que compõe os escalões superiores da NHRA e ADRL ( Jonh Force, Don Schumacher, Alan Jonhson entre outros ) podem servir de referência para muitos aspirantes em busca de sucesso, mas as ligas principais e seus superstars não são os únicos que levam o trabalho na arrancada a sério.
Antes de ter patrocínios corporativos de vários milhões de dólares, o sucesso nas corridas de drag era medido pelas reservas em "match races" que aconteciam nas provas. A lembrança que trazemos de "match races" com vitórias arrasadoras dos pilotos que arrastavam multidões para as mesmas pistas que ainda estão aqui - algumas com qualidade para eventos nacionais e outras que não passam de uma estreita faixa mal iluminada - é o que move pilotos e fãs, passando o diabo para estar ali a cada fim de semana. Neste cenário a concorrência apaixonada esta a milhares de milhas de distância da infinidade de nomes substituíveis que temos nas corridas das grandes ligas, que certamente gostam de vencer, mas raramente demonstram suas emoções em um esforço de parecerem politicamente corretos.
O brilho mais poderoso que atrai as pessoas para as corridas fora das grandes ligas é a pureza. É a diferença como o que ocorre entre esportes universitários e as ligas profissionais: se os profissionais contratam gente talentosa, os amadores lutam com unhas e dentes pela vitória. E isso sempre resulta exitante para os fãs e para os próprios pilotos enquanto que nas "big leagues" eventualmente temos boas corridas pois seus profissionais altamente remunerados encaram as provas como mais um dia de trabalho.
Não ha dúvida de que algumas das melhores corridas de arrancada do mundo nunca serão transmitidas pela televisão em rede nacional e nem serão disputadas nas maiores praças do esporte. Mas, o fato é que acontecera como tem sido sempre, e alguns de nós que conhecem, estarão ali para ver tudo em primeira mão.









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